La inteligencia artificial y el reconocimiento extrajudicial de los derechos de la Seguridad Social: el papel de la Fiscalía General de Brasil en la mejora del acceso a la justicia
Palabras clave:
acceso a la justicia, inteligencia artificial, resolución consensual de conflictos, racionalidad comunicativa, derecho de seguridad socialResumen
Este estudio analiza cómo la inteligencia artificial (IA) puede contribuir a la resolución extrajudicial y consensuada de los litigios relacionados con los derechos de la Seguridad Social, mejorando así el acceso a la justicia. Se centra en el papel de la Fiscalía General de la Unión (Advocacia-Geral da União — AGU) de Brasil, en particular dentro del marco institucional establecido tras la promulgación de la Ley n.º 13.140, de 26 de junio de 2015. El estudio analiza en qué condiciones la selección de controversias en materia de seguridad social asistida por IA puede contribuir a su resolución consensuada y cómo puede actuar la AGU dentro de este marco institucional emergente. Se adopta un enfoque cualitativo, que combina una revisión estructurada de la bibliografía con un análisis documental del marco jurídico aplicable y de los acuerdos interinstitucionales, prestando especial atención al proyecto piloto PACIFICA, llevado a cabo conjuntamente por la AGU y la Defensoría Pública Federal (DPU). Los resultados indican que la selección asistida por IA tiene el potencial de identificar, en una fase más temprana, los litigios aptos para una resolución consensuada, reducir la judicialización innecesaria y facilitar el reconocimiento de los derechos de la seguridad social. Sin embargo, este potencial depende de las garantías institucionales relativas a la legalidad, la igualdad, la protección de datos, la transparencia, la supervisión humana, la rendición de cuentas y la accesibilidad para los grupos digitalmente vulnerables. El análisis sugiere, además, que la IA debería funcionar como un mecanismo de apoyo a la toma de decisiones, más que como un sustituto del juicio jurídico humano.
Referencias
Acevedo, M. E. S. (2022). La inteligencia artificial en el sector público y su límite respecto de los derechos fundamentales. EstudiosConstitucionales, 20(2), 257–284. https://doi.org/10.4067/S0718-52002022000200257
Alves, A. A. C., &Suriani, F. M. F. (2024). A construção do contencioso 5.0 na Procuradoria-Geral Federal. In F. L. A. Lima, P. V. S. Souza, & R. S. Ribeiro (Eds.), Direito administrativo 4.0: Desafios na era das novas tecnologias (pp. 92–130). Pembroke Collins.
Andrade, M. D., & Prado, D. A. (2022). Inteligência artificial para a redução do tempo de análise dos recursos extraordinários: O impacto do projeto Victor no Supremo Tribunal Federal. Revista Quaestio Iuris, 15(1), 53–78. https://doi.org/10.12957/rqi.2022.52714
Asensi, F. D. (2010). Curso prático de argumentação jurídica. Elsevier.
Asensi, F. D. (2013). Direito à saúde: Práticas sociais reivindicatórias e sua efetivação. Juruá.
Avritzer, L., &Marona, M. C. (2014). Judicialização da política no Brasil: Ver além do constitucionalismo liberal para ver melhor. Revista Brasileira de Ciência Política, (15), 69–94. https://doi.org/10.1590/S0103-33522014001500003
Avritzer, L., &Marona, M. C. (2017). A tensão entre soberania e instituições de controle na democracia brasileira. DADOS — Revista de Ciências Sociais, 60(2), 359–393. https://doi.org/10.1590/001152582017123
Banchio, P. R. (2024). Gobierno electrónico para la transparencia y buena gobernanza en la administración pública. In F. L. A. Lima, P. V. S. Souza, & R. S. Ribeiro (Eds.), Direito administrativo 4.0: Desafios na era das novas tecnologias (pp. 33–46). Pembroke Collins.
Bonat, D., Assis, G., & Rocha, M. C. G. S. (2022). Acesso à justiça, grupos vulneráveis e exclusão digital: Uma análise crítica do atendimento da Defensoria Pública do Estado de Goiás durante a pandemia da Covid-19. Revista de Direito Público, 14(102).
Brasil. (1988). Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
Brasil. (1993). Lei nº 8.742, de 7 de dezembro de 1993 (Lei Orgânica da Assistência Social). https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8742.htm
Brasil. (1997). Lei nº 9.469, de 10 de julho de 1997. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9469.htm
Brasil. (2015). Lei nº 13.140, de 26 de junho de 2015. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13140.htm
Brasil. (2018). Lei nº 13.709, de 14 de agosto de 2018 (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais). https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/lei/l13709.htm
Bryson, J. J. (2020). The artificial intelligence of the ethics of artificial intelligence: An introductory overview for law and regulation. In M. D. Dubber, F. Pasquale, & S. Das (Eds.), The Oxford handbook of ethics of AI (pp. 3–25). Oxford University Press.
Cançado, A. C., Pereira, J. R., & Tenório, F. G. (2015). Fundamentos teóricos da gestão social. Desenvolvimento Regional em Debate, 5(1).
Cappelletti, M., & Garth, B. (2002). Acesso à justiça (E. G. Northfleet, Trans.). Sergio Antonio Fabris. (Original workpublished 1978)
Castells, M. (2000). Globalización, sociedad y política en la era de la información. Bitácora Urbano-Territorial, 4(1), 42–53.
Colucci, P. H.do Prado Haram (2025). Mediação Digital, Consenso e Resolução Alternativa de Conflitos Previdenciários: Caminhos para a Superação da Hiperjudicialização. Revista ANPPREV De Seguridade Social, 2(2). https://doi.org/10.70444/2966-330X.v2.n2.0010
Conselho da Justiça Federal, Advocacia-Geral da União, Procuradoria-Geral Federal, & Instituto Nacional do Seguro Social. (2023). Acordo de Cooperação Técnica nº 05/2023 [TechnicalCooperationAgreement].
Conselho Nacional de Justiça. (n.d.). Plataforma Sinapses. Retrieved July 15, 2026, from https://www.cnj.jus.br/sistemas/plataforma-sinapses/
Conselho Nacional de Justiça. (2024). Justiça em números 2024. https://www.cnj.jus.br/pesquisas-judiciarias/justica-em-numeros/
Conselho Nacional de Justiça. (2025). Pesquisa inteligência artificial no Poder Judiciário 2024: Resumo executivo. https://www.cnj.jus.br/wp-content/uploads/2025/09/relatorio-ia-2024-resumo-executivo-set2025.pdf
Cordero, C. R. (2022). Inteligencia artificial en la justicia (del juez-robot al asistente-robot del juez). Revista de Derecho Público, (96).
Corvalán, J. G. (2018). Inteligencia artificial: Retos, desafíos y oportunidades — Prometea: La primera inteligencia artificial de Latinoamérica al servicio de la justicia. Revista de Investigações Constitucionais, 5(1), 295–316. https://doi.org/10.5380/rinc.v5i1.55334
Costa, J. C., & Pinto, J. F. (2023). Modelo estrutural de cidadania deliberativa: Metodologia quantitativa proposta à gestão social. Revista Administração Pública e Gestão Social, 15(2).
Dantas, F. (2022). Direito financeiro estratégico. D’Plácido.
Duan, Y., Edwards, J. S., &Dwivedi, Y. K. (2019). Artificial intelligence for decision making in the era of big data: Evolution, challenges and research agenda. International Journal of Information Management, 48, 63–71. https://doi.org/10.1016/j.ijinfomgt.2019.01.021
Faustino, M. R., Batitucci, E. C., & Cruz, M. V. G. (2023). Defensorias públicas: Caminhos e lacunas no acesso à justiça. Revista Direito GV, 19, 1–25.
Fejes, E., &Futó, I. (2021). Artificial intelligence in publicadministration: Supportingadministrativedecisions. PublicFinanceQuarterly, 66(S1), 23–51. https://doi.org/10.35551/PFQ_2021_s_1_2
Fernández, A. O., &Moratinos, G. L. (2021). La supervisión humana de los sistemas de inteligencia artificial de alto riesgo: Aportaciones desde el Derecho Internacional Humanitario y el Derecho de la Unión Europea. Revista Electrónica de Estudios Internacionales, (42), 2–29.
Figueiredo, C. R. B., & Cabral, F. G. (2020). Inteligência artificial: Machine learning na administração pública. International Journal of Digital Law, 1(1), 79–95. https://doi.org/10.47975/IJDL/1figueiredo
Godoy, A. S. M. (2017). A advocacia pública consultiva: Natureza, fundamentação histórica, alcance e limites dos pareceres da Advocacia-Geral da União. Revista da AGU, 16(2), 15–44.
Hespanha, A. M. (2019). Pluralismo jurídico e direito democrático: Prospetivas do direito no século XXI. Almedina.
Igreja, R. L., &Rampin, T. T. D. (2021). Acesso à justiça: Um debate inacabado. Suprema, 1(2).
Melani, C., &Janissek-Muniz, R. (2022). A inteligência na gestão pública: Uma análise sob a perspectiva institucional. Revista de Administração Pública, 56(6). https://doi.org/10.1590/0034-761220220218
Motta, P. R. M. (2013). O estado da arte da gestão pública. Revista de Administração de Empresas, 53(1), 82–90. https://doi.org/10.1590/S0034-75902013000100008
Nicácio, C. (2018). Mediação de conflitos e emergência normativa. Revista da Faculdade de Direito UFMG, (73), 141–171.
Paula, D. G., & Filpo, K. P. L. (2022). Soluções consensuais no âmbito tributário: Avanços recentes e iniciativas inspiradoras. Revista da AGU, 21(4), 163–186.
Reis, B. P. W. (2020). Modernização, mercado e democracia: Política e economia em sociedades complexas. Editora UFRGS.
Ribeiro, L. (2008). A Emenda Constitucional 45 e a questão do acesso à justiça. Revista Direito GV, 4(2), 465–492. https://doi.org/10.1590/S1808-24322008000200006
Rodrigues, R. V., & Oliveira, V. E. (2022). Ministério Público, judicialização e atuação extrajudicial em saúde. Revista Direito GV, 18(3), 1–32. https://doi.org/10.1590/2317-6172202233
Romani, G. F., Pinochet, L. H. C., Pardim, V. I., & Souza, C. A. (2023). A segurança como fator-chave para a cidade inteligente, a confiança dos cidadãos e o uso de tecnologias. Revista de Administração Pública, 57(2). https://doi.org/10.1590/0034-761220220287
Sadek, M. T. A. (2014). Acesso à justiça: Um direito e seus obstáculos. Revista USP, (101), 55–66. [Conferir fascículo e páginas — Q8] https://doi.org/10.11606/issn.2316-9036.v0i101p55-66
Salgado, R. J. S. F., Santos, L. F., Resende, T. C., & Souza, W. J. (2019). Cidadania deliberativa e gestão social: Revisão sistemática de literatura no Brasil. Cadernos EBAPE.BR, 17(Specialissue). https://doi.org/10.1590/1679-395174865
Santos, B. S. (2011). Para uma revolução democrática da justiça (3rd ed.). Cortez.
Silva, H. P., Silva, P. J. P. T. C., &Eccard, W. T. C. (2022). Projeto Florença de acesso à justiça: Uma atualização necessária frente a virada tecnológica no direito. Cadernos de DereitoActual, (19).
Silva, M. P. R., & Lima, F. L. A. (2023). O princípio da eficiência na gestão pública brasileira: Uma análise de suas contribuições nos serviços destinados à sociedade. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, 9(4). https://doi.org/10.51891/rease.v9i4.9364
Silva, M. P. R., & Lima, F. L. A. (2024). Inteligência artificial aplicada aos tribunais superiores brasileiros: Desafios na busca pelo princípio da eficiência. In F. L. A. Lima, P. V. S. Souza, & R. S. Ribeiro (Eds.), Direito administrativo 4.0: Desafios na era das novas tecnologias (pp. 47–70). Pembroke Collins.
Sousa Júnior, J. G. (2008). Para uma concepção alargada de acesso à justiça. Revista Jurídica da Presidência, 10(90).
Spengler, F. M., & Pinho, H. D. B. (2018). A mediação digital de conflitos como política judiciária de acesso à justiça no Brasil. Revista da Faculdade de Direito UFMG, (72), 219–257. https://doi.org/10.12818/P.0304-2340.2018v72p219
Surden, H. (2019). Artificial intelligence and law: An overview. Georgia State University Law Review, 35(4), 1305–1337.
Tello, D. C. V., & Lima, E. V. D. (2013). A administração pública nas sociedades da informação e do conhecimento. Revista de Direito Administrativo, 262. https://doi.org/10.12660/rda.v262.2013.8902
Tenório, F. G. (2006). A trajetória do Programa de Estudos em Gestão Social (Pegs). Revista de Administração Pública, 40(6).
United Nations. (2015). Transformingour world: The 2030 Agenda for SustainableDevelopment (A/RES/70/1). https://sdgs.un.org/2030agenda
Urquiza, A. H. A., & Correia, A. L. (2018). Acesso à justiça em Cappelletti/Garth e Boaventura de Souza Santos. Revista de Direito Brasileira, 20(8).
Watzko, N. A. M., Saikali, L. B., & Hadas, A. F. (2025). Decisões algorítmicas e direito à não-discriminação: Regulamentação e mitigação de vieses na era da inteligência artificial. International Journal of Digital Law, 5(3), 115–146. https://doi.org/10.47975/digital.law.vol.5.n.3.watzko
Descargas
Publicado
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2026 Fabio Lucas De Albuquerque Lima, Patrícia (Author)

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
CC Atribution 4.0


