Inteligência Artificial Generativa no Ensino de Português como Língua Pluricêntrica: Propostas Críticas, Didáticas e Éticas

Autores

  • Eliana Barbosa dos Santos Universidade Federal do Rio de Janeiro image/svg+xml Autor

Palavras-chave:

Inteligência artificial generativa, Ensino de línguas, Português como língua adicional, Pluricentrismo, Formação docente crítica

Resumo

Este artigo discute possibilidades de uso da Inteligência Artificial Generativa (IAGen) no ensino de português como língua adicional (PLA), com enfoque no reconhecimento do português como língua pluricêntrica. Adota-se uma abordagem qualitativa, interpretativista e de natureza teórico-propositiva, fundamentada em Moita Lopes (2006), articulada à metodologia ROPES e à teoria das inteligências múltiplas. Com base nesse referencial, são elaborados e analisados três planejamentos pedagógicos simulados com apoio de IAGen, destinados a contextos multilíngues. A análise das propostas organiza-se em três categorias: (1) mediação docente crítica; (2) otimização do tempo pedagógico; e (3) valorização da diversidade normativa e cultural. Os planejamentos sugerem potencialidades da IAGen para apoiar a personalização das atividades, automatizar determinadas tarefas e ampliar o contato com a diversidade linguística, desde que seu uso seja acompanhado por mediação docente crítica e curadoria ética. As atividades articulam metodologias ativas, multiletramentos, autoria discente e integração entre oralidade, escrita e recursos multimodais. Conclui-se que a IAGen pode constituir um recurso pedagógico para um ensino linguístico plural, crítico e situado, desde que suas produções sejam submetidas à análise docente e à verificação linguística e cultural. Recomenda-se que estudos futuros investiguem empiricamente essas possibilidades em contextos reais de ensino de PLA nos diferentes espaços lusófonos.

Biografia do Autor

  • Eliana Barbosa dos Santos, Universidade Federal do Rio de Janeiro

    Doutoranda em Linguística Aplicada Interdisciplinar pelo Programa Interdisciplinar de Pós-Graduação em Linguística Aplicada (PIPGLA/UFRJ) e mestra em Linguística Aplicada pela Universidade de Brasília (UnB). É licenciada em Letras-Português pela UFRJ e pela UnB, licenciada em Letras-Espanhol pela UnB, pós-graduada em tradução de espanhol pela Universidade Gama Filho (UGF) e especialista em Inteligência Artificial pela HUB, instituição reconhecida pelo MEC. É aplicadora oficial do exame CELPE-Bras e corretora de redações do ENEM e do DELE. Sua pesquisa de doutorado investiga as percepções e práticas de professores de Português Língua Adicional sobre o uso da Inteligência Artificial Generativa, com base na pedagogia crítica freireana e nos multiletramentos, articulando ética, letramentos digitais e integridade acadêmica ao ensino de línguas.

Referências

Bagno, M. (2011). A norma oculta: língua e poder na sociedade brasileira (60ª ed.). São Paulo, SP: Parábola Editorial.

Freire, P. (1996). Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo, SP: Paz e Terra.

Gagné, R. M. (1977). The conditions of learning and theory of instruction (3rd ed.). New York, NY: Holt, Rinehart and Winston.

Gardner, H. (1995). Inteligências múltiplas: a teoria na prática. Porto Alegre, RS: Artmed.

IDR Labs. (s.d.). Teste de inteligências múltiplas. Recuperado em 16 de maio de 2026, de https://www.idrlabs.com/pt/inteligencias-multiplas/teste.php

Menezes de Souza, L. M. T. (2011). Linguística aplicada: um campo de transdisciplinaridade. In M. A. A. Celani et al. (Orgs.), Linguística aplicada: traçando caminhos (pp. 11–29). São Paulo, SP: Parábola Editorial.

Moita Lopes, L. P. (2006). Por uma linguística aplicada indisciplinar. São Paulo, SP: Parábola Editorial.

Rojo, R. (2012). Letramentos e tecnologias no ensino de línguas: novas formas de trabalho docente. In V. J. Leffa (Org.), As novas tecnologias e o ensino de línguas (pp. 37–61). Pelotas, RS: EDUCAT.

Rojo, R. (2013). Multiletramentos na escola. São Paulo, SP: Parábola Editorial.

UNESCO. (2023). Guia para o uso da inteligência artificial generativa na educação e na pesquisa. Paris, França: UNESCO. https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000386743_por

Downloads

Publicado

2026-09-02

Como Citar

BARBOSA DOS SANTOS, E. B. dos S. (2026). Inteligência Artificial Generativa no Ensino de Português como Língua Pluricêntrica: Propostas Críticas, Didáticas e Éticas. Global Review of Social Sciences, Education and Humanities, 1(1). https://journals.pembrokecollins.com/index.php/grsseh/article/view/32