Inteligência Artificial Generativa no Ensino de Português como Língua Pluricêntrica: Propostas Críticas, Didáticas e Éticas
Palavras-chave:
Inteligência artificial generativa, Ensino de línguas, Português como língua adicional, Pluricentrismo, Formação docente críticaResumo
Este artigo discute possibilidades de uso da Inteligência Artificial Generativa (IAGen) no ensino de português como língua adicional (PLA), com enfoque no reconhecimento do português como língua pluricêntrica. Adota-se uma abordagem qualitativa, interpretativista e de natureza teórico-propositiva, fundamentada em Moita Lopes (2006), articulada à metodologia ROPES e à teoria das inteligências múltiplas. Com base nesse referencial, são elaborados e analisados três planejamentos pedagógicos simulados com apoio de IAGen, destinados a contextos multilíngues. A análise das propostas organiza-se em três categorias: (1) mediação docente crítica; (2) otimização do tempo pedagógico; e (3) valorização da diversidade normativa e cultural. Os planejamentos sugerem potencialidades da IAGen para apoiar a personalização das atividades, automatizar determinadas tarefas e ampliar o contato com a diversidade linguística, desde que seu uso seja acompanhado por mediação docente crítica e curadoria ética. As atividades articulam metodologias ativas, multiletramentos, autoria discente e integração entre oralidade, escrita e recursos multimodais. Conclui-se que a IAGen pode constituir um recurso pedagógico para um ensino linguístico plural, crítico e situado, desde que suas produções sejam submetidas à análise docente e à verificação linguística e cultural. Recomenda-se que estudos futuros investiguem empiricamente essas possibilidades em contextos reais de ensino de PLA nos diferentes espaços lusófonos.
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