A gestão de pessoal no Poder Judiciário: um ensaio sobre precisão conceitual e maturidade institucional

Autores

  • Eliene Silva-Dias Universidad Tecnológica Intercontinental image/svg+xml , Escola Nacional de Administração Pública image/svg+xml Autor
  • Rodrigo Pires Andrade Maranhão Escola Nacional de Administração Pública image/svg+xml Autor

Palavras-chave:

governança de pessoas, gestão de pessoas, governança pública, agenda 2030, valor público

Resumo

O presente ensaio analisa criticamente as terminologias governança de pessoas, governança e gestão de pessoas e governança em gestão de pessoas no contexto da Administração Pública, com ênfase no Poder Judiciário brasileiro. Parte-se da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) como pano de fundo normativo que vem reconfigurando progressivamente a compreensão do papel estratégico do capital humano, e do pressuposto de que tais expressões, embora frequentemente utilizadas como equivalentes, possuem implicações conceituais e organizacionais distintas, capazes de influenciar a delimitação de responsabilidades, a segregação de funções e os mecanismos de direcionamento e controle institucional. O objetivo geral consiste em analisar as distinções conceituais entre governança e gestão de pessoas, identificando seus reflexos na arquitetura organizacional e nos mecanismos de supervisão e execução administrativa. Metodologicamente, trata-se de um ensaio teórico, de natureza qualitativa, fundamentado em revisão bibliográfica, análise documental e reflexão crítica sobre normativos e referenciais institucionais relacionados à governança pública e à gestão de pessoas. O estudo apoia-se em documentos do Tribunal de Contas da União, do Conselho Nacional de Justiça e do Conselho da Justiça Federal, bem como em autores que discutem governança pública, governança judicial, implementação de políticas públicas e geração de valor público. Os resultados indicam que a governança de pessoas deve ser compreendida como dimensão estratégica responsável pelo direcionamento, supervisão e controle da gestão de pessoas, não se confundindo com as atividades operacionais desempenhadas pelas unidades administrativas de pessoal. Evidenciou-se, ainda, que a incorporação dos ODS ao iESGo - TCU amplia a compreensão da governança de pessoas, conectando-a às agendas contemporâneas de sustentabilidade, diversidade, inclusão, integridade e geração de valor público.

Biografia do Autor

  • Eliene Silva-Dias, Universidad Tecnológica Intercontinental, Escola Nacional de Administração Pública

    Doutora em Ciências da Educação - UTIC/ASU. Mestre em Governança e Desenvolvimento pela Enap. Especialista em Secretariado Executivo e Gestão de Pessoas no Serviço Público. Graduada em Administração(Estácio), Teologia (Facetam), Educação Religiosa (IBER) e Secretariado Executivo (UPIS). Licenciada em Letras (português/Inglês). Autora e pesquisadora nas áreas da educação, administração geral e pública, teologia, governança e desenvolvimento, gestão e liderança. Autora de diversos artigos, capítulos de livros e organizadora de coletâneas. Atua como mentora acadêmica, e está na coordenação de cursos online na Faculdade Teológica Batista de Brasília (FTBB). Na área pública tem eexperiência na área de gestão de pessoas, gestão administrativa, gestão de contratos e auditoria interna. Atualmente faço parte do quadro de servidores públicos federais, lotada na Divisão de Auditoria Interna de Gestão de Pessos no TRF1. Realiza trabalho voluntário na Primeira Igreja Batista no Guará/DF, na liderança da área ministerial de proclamação e na gestão de liderança ministerial. 

     

  • Rodrigo Pires Andrade Maranhão, Escola Nacional de Administração Pública

    Master in Governance and Development from ENAP. Director of the Purchase Division (Dicom) of the Federal Regional Court of the 1st Region - TRF1, Brasília, Brazil.

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Publicado

2026-08-29

Como Citar

A gestão de pessoal no Poder Judiciário: um ensaio sobre precisão conceitual e maturidade institucional. (2026). Global Review of Social Sciences, Education and Humanities, 1(1). https://journals.pembrokecollins.com/index.php/grsseh/article/view/31